quarta-feira, 15 de junho de 2011

1968 O que fizemos de nós

Recentemente li o livro 1968 O que fizemos de nós, de Zuenir Ventura. O livro é continuação de 1968 O ano que não terminou. Na continuação ele relata o que herdamos, o que fizemos, as diferenças e as semelhanças com os “meia oito”.

O livro trata da juventude atual, de seu desinteresse pela política, do maior consumo de drogas, etc. Há vários depoimentos no que tange essas heranças de 1968. Também um capitulo, no qual ele escreve que existe um “meia oito” em todo lugar, mostrando personagens do movimento de 68 que exercem ou exerceram cargos públicos, por exemplo, a Dilma Rousseff que foi ministra e hoje é presidente. Outros como: José Serra, José Dirceu, entre tantos outros.

A segunda parte são entrevistas com pessoas que vivenciaram o movimento. Foram entrevistadas as seguintes pessoas: Heloisa Buarque de Hollanda, Caetano Veloso, Cesar Benjamin (Cesinha), Fernando Gabeira, Fernando Henrique Cardoso, Franklin Martins e José Dirceu.

Alguns depoimentos focam mais o momento, as mudanças. Outros, além disso, também há criticas. O do FHC tem algumas criticas ao governo Lula, mas nada demais.

O depoimento que contém mais critica é o de Cesar Benjamin (Cesinha), no qual há criticas aos dois ex-presidentes (FHC e Lula) e ao PT (Partido dos Trabalhadores). Cesinha, que é um dos fundadores do PT e se desligou do partido em 1995.

Em um trecho da entrevista ele diz que o debate que passou na rede globo sexta-feira, véspera das eleições de 89, fora editado. Houve um protesto com 8 mil militantes na porta da emissora, ele era um desses. Dias após os resultados das eleições ele veio para São Paulo.

“Lá, logo depois dessa sequência de eventos, encontrei Lula, que me disse: “Cesinha, sabe quem me ligou anteontem?” Como eu não sabia, ele completou: “O Alberico, da Globo”. Justamente quem tinha feito a montagem do debate, conforme os jornais haviam noticiado. Fiquei calado e Lula prosseguiu: “Jantei com eles ontem. Derrubamos 3 litros de uísque”. Aquilo doeu.” (pag. 148)

Mais trechos do livro:

“O FHC está longe de ter a estrutura intelectual que lhe dão” (Cesar Benjamin, pag. 158)

Se o candidato for o Serra, não vai, não. Se for paulista e o Serra, nós vamos ganhar. O Brasil não entrega o poder para um paulista, podem escrever aí. (José Dirceu, pag. 209)

Livro lançado em 2008 (dois anos antes das eleições). Lembrando que José Dirceu é amigo de José Serra.

Existem no livro mais trechos bastante interessantes, porém não coloquei muitos no texto. Para quem gosta do assunto, eu recomendo. O primeiro livro, que mencionei o no inicio, esse relata os movimentos acontecidos no ano de 1968.

O que herdamos dos “meia oito”? A liberdade de expressão, a democracia. Devemos isso àqueles que lutaram por esses objetivos. O que fazemos como eles, não sei dizer. Acho que quase nada, mas pessoas que viveram na época dizem que existem coisas parecidas em ambas as gerações, quem sou eu para dizer que não. Afinal, já cresci em uma democracia, em outro momento.

O estilo usado hoje em dia para “movimentos” são diferentes, por exemplo, o blog. Uma forma de expressar sua opinião referente a determinado assunto, manifestar algo, discordar, criticar, etc. Os tempos mudaram e com ele as pessoas.

sábado, 6 de novembro de 2010

A Grande Fazenda

Muitos criticam o fato do Brasil exportar produtos de baixo valor agregado, como produtos agrícolas. Porém no futuro esses produtos podem fazer com que o país entre de vez entre os países de suma importância na exportação mundial.

Semanas atrás alguns órgãos – Banco Mundial, ONU – internacionais manifestaram preocupação com relação ao êxodo rural que vem ocorrendo no mundo. Estima-se que 30 milhões de pessoas anualmente se desloquem do campo para a cidade nos próximos 20 a 30 anos, principalmente em países emergentes.

Os dois principais problemas serão: 1. Atender a demanda por alimentos, uma vez que existe um abando rural; 2. Estrutura urbana capaz de acolher esse aumento da populacional nas grandes cidades. Trataremos a seguir do problema 1, que para o nosso país pode ser de bastante proveito.

Com essa nova demografia nos países emergentes, a principio diminuirá a produção do campo e aumentará a demanda por alimentos nas cidades. À medida que a população se transfere para a cidade, provavelmente suas rendas aumentarão e passarão a consumir mais e de qualidade superior.

Com isso países que já não conseguem suprir seu mercado interno de alimentos terão de importar ainda mais alimentos de outros países. O Brasil pelo seu vasto território rural e evolução tecnológica agrícola pela qual que vem passando, pode se tornar uma “grande fazenda” do mundo. Atualmente o Brasil atende sua demanda interna por alimentos.

O país teria de aumentar sua produção, porém com a grande quantidade de terras improdutivas que existe no Brasil temos essa capacidade ociosa para o cultivo. A mão de obra pode ser um empecilho caso o Brasil também registre números semelhantes referente ao êxodo rural. Visando manter esse número abaixo da média mundial mencionada anteriormente o Governo brasileiro teria de criar incentivos na área agrícola e facilidade para investidores da área, para que possam modernizar e assim ter uma maior produtividade em seu cultivo.

Isso dependerá das políticas que o Brasil utilizará daqui para frente, a oportunidade está ai.

domingo, 31 de outubro de 2010

Desapontado

O Serra (PSDB) me desapontou. Não iria votar nele, desde o inicio das eleições isso era claro em minha mente, mas como economista, pessoa, ele me desapontou.

Não esperava essa campanha baixa e chula do candidato tucano, claro que isso não é apenas culpa dele.

Mas o que me deixou desapontado foi uma parte em seu plano de governo, no qual se afirma que internacionalmente o Brasil se aproximará dos países desenvolvidos. Qualquer pessoa que tenha um pequeno conhecimento do atual momento da economia mundial, que leia o mínimo possível, sabe que o que se deve fazer é o oposto, que nos próximos 50 anos os países que devem alavancar a economia mundial são os países em desenvolvimento, por exemplo, o BRIC – Brasil, Rússia, Índia e China.

O problema é que pessoas menos informadas pensarão: “Ele está certo, vamos nos aproximar dos mais fortes”. Mais fortes esses que vem consumindo e crescendo menos que muitos países que há 25 anos não eram nada, pelo menos não aos olhos de algumas superpotências.